domingo, 6 de dezembro de 2015

ALÉM DA VULNERABILIDADE



ALÉM DA VULNERABILIDADE

A Presente divagação teórica surgiu do seguinte questionamento:
A VULNERABILIADADE  é suficiente para determinar uma relação como consumerista? Daí surgiram outros questionamentos, o que toda relação tem em comum? Qual a importância disso para definir quais relações não tem natureza consumerista? Como se mede a vulnerabilidade? É possível medir? Isso é importante para definir uma relação como consumerista? Enfim o que determina a natureza da relação ?  Esse ultimo é o questionamento mor, porque ele veio depois, mas surgiu antes.
A partir daí, procurei saber o conceito de relação para o fim de nossa pesquisa teórica. Relação tem haver com ligação, conexão ou coisa que o valha. E como se classifica a natureza da ligação? Como ela surge ? Ela vem antes ou depois das pessoas? Ela é preexistente?
Pra responder essas perguntas parti de exemplos. A relação de trabalho surge do trabalho, independentemente da contratação, uma relação de consumo surge do ato de uma pessoa disponibilizar um serviço ou um produto a venda(a grosso modo). Mas esse mesmo ato pode gerar ou não uma relação cível ou uma relação de consumo, conforme quem estiver fazendo. Então daí surgiu a ideia de que a natureza da ligação tem haver com a natureza da legítima expectativa que esta ação gera nas outras pessoas.
Então antes da vulnerabilidade vem a expectativa e a questão da vulnerabilidade como caracterizador da relação de consumo é pelo fato de que é a ação do fornecedor que a gera e como tal o gerador da expectativa é responsável pela satisfação da mesma.
Mas ai tem uma problemática:  o simples ato de trabalhar gera a relação de trabalho, e nem por isso o empregador tácito aqui é vulnerável, mas isso se deve pela possibilidade deste interromper essa relação.
Então disso podemos concluir que a vulnerabilidade é aliada a dois fatores a questão de quem originou e a fato da outra parte não poder interromper a ligação que a originou depois de formada.
Desta forma podemos responder o questionamento de que se a vulnerabilidade é suficiente para caracterizar uma relação como consumerista? A resposta é não por que podem existir outras relações que possuem o elemento vulnerabilidade, mas não são consumerista por que a expectativa do que vai acontecer é não tem haver com a troca de produtos e serviços, mas a presença da venerabilidade é essencial para caracterizar  uma relação consumerista.
Então vulnerabilidade é a expectativa gerada pelo fornecedor que não pode ser quebrada pela ação do expectando-consumidor( considerado genericamente).